UPA do Promorar presta quase 40 mil atendimentos médicos de urgência e emergência

  • 17 de Maio de 2019

Os casos de urgência e emergência em Teresina têm sua resolutividade garantida graças às Unidades de Pronto Atendimento (UPA), serviços intermediários entre as Unidades Básicas de Saúde e os Hospitais. Na zona Sul, a população conta com a UPA do bairro Promorar, que somente no primeiro trimestre de 2019 prestou quase 40 mil atendimentos médicos.

As UPAs funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana e sem necessidade de agendamento prévio. Elas são responsáveis por prestar atendimento de média complexidade, como vítimas de acidentes e problemas cardíacos e contribuem para desafogar as urgências dos hospitais do SUS e reduzir o tempo de espera por atendimento. “Nos plantões diurnos a UPA do Promorar conta com três médicos clínicos, dois pediatras e um cirurgião, além de um médico de plantão e uma equipe de enfermagem na sala vermelha, onde estão os pacientes mais graves”, informa o diretor Danilo Soares.

Nos meses de janeiro, fevereiro e março desde ano a unidade realizou 39.094 atendimentos médicos, sendo 24.463 atendimentos clínicos, 10.771 na área de pediatria e 3.860 atendimentos cirúrgicos. Este número supera o de 2018, que no mesmo período contou com um total de 35.184 atendimentos médicos, sendo 22.817 na área clínica, 8.575 na área pediátrica e 3.792 na área cirúrgica. “Pudemos observar um aumento nos atendimentos pediátricos, que acontecem devido à sazonalidade, o aumento em doenças comuns nesta época do ano”, explica o diretor.

“As UPAs trabalham com o sistema de classificação de risco, em que o paciente não é atendido por ordem de chegada e sim de acordo com a gravidade do problema, em casos que são identificados por cores. Ou seja, dependendo da cor eles se tornam prioridade ou não”, explica Danilo Soares. No primeiro trimestre de 2019 o maior número de atendimentos foram os do tipo verde, considerados pouco urgentes, com 26.485 atendimentos. As maiores queixas dos pacientes foram de sintomas como febre, dor abdominal, dor de cabeça e vômitos.

Os casos de emergência são os de cor vermelha, que são internados em uma sala especial com sete leitos. Os casos de cor amarela, que requerem atendimento médico de urgência, são internados em uma sala que conta com oito leitos adultos e sete pediátricos. Na ala pediátrica da sala amarela está Ana Luísa, de 10 anos. Sua mãe, Samara Gomes, conta que ela está com uma infecção na perna (celulite) e por isso está em observação e tratamento, para melhora ou regulação para outro hospital dependendo de sua evolução. “Desde que chegamos temos sido bem atendidas aqui. A gente recebe todo dia a visita do médico e os enfermeiros estão sempre monitorando. Ela melhorou bastante desde o dia que chegou”, avalia a mãe, que reside na zona Sul e utiliza os serviços da UPA pela segunda vez.

O sistema de cores auxilia na resolutividade das UPAs e a avaliação para classificação é a primeira coisa a ser feita quando um paciente chega e recebe socorro. Após a estabilização, o paciente deve ser transferido pela regulação do SUS para os hospitais do município para dar continuidade no tratamento ou recebe alta e volta posteriormente para reavaliação e verificação da resposta à medicação, que pode ser administrada em casa.

A UPA realiza ainda procedimentos como medição de pressão arterial, raio x, exames laboratoriais, suturas, curativos, administração de medicação, inalação e atendimento de urgência odontológico. No primeiro trimestre de 2019, foi realizado um total de 111.257 procedimentos, sendo que aquele com maior número é administração de medicamento, executada 37.216 vezes.